XXI Domingo do Tempo Comum – Ano A

Leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos (Rom 11, 33-36)

Ideia principal: Deus, de forma misteriosa – e, às vezes, desconcertante – realiza o seu projeto salvífico. Ao homem basta colocar-se confiadamente nas mãos de Deus salvador e libertador, louvá-lO e adorá-lO.

– Nos últimos 3 domingos acompanhámos a reflexão de Paulo sobre a questão do acesso de Israel à salvação. O Povo eleito, chamado por Deus a ser o Seu Povo, será sempre objeto especial da misericórdia de Deus: o chamamento é irrevogável! A 2ª Leitura deste domingo é a conclusão da reflexão de Paulo: um belíssimo hino de louvor, de reconhecimento e de adoração, que exalta o desígnio salvador de Deus.

– A infidelidade dos judeus teve um aspeto positivo: moveram feroz perseguição aos cristãos, inicialmente acantonados em Jerusalém, e estes viram-se obrigados “a sair”, levando a boa nova aos pagãos das terras para onde foram. Assim Deus leva a cabo o seu plano salvífico: chama Israel para Seu povo, mas, aproveitando a infidelidade deste, chama os gentios à fé; e, por fim, de uns e de outros fará um só Povo!

– Paulo reconhece que os desígnios de Deus são misteriosos e ultrapassam infinitamente a nossa capacidade de compreensão e de entendimento, não só na história dos povos, mas também na vida de cada pessoa. Há, porém, uma certeza que é dada pela fé: Tudo aquilo que acontece é guiado pelo amor do Pai, o Senhor da História! Os seus insondáveis desígnios sobre de cada acontecimento, têm sempre um sentido.

Rezar a Palavra e contemplar o Mistério

Ó Deus transcendente e misterioso! Todas as coisas de Ti procedem, ó Deus Criador; todas as coisas por Ti subsistem, ó Deus Providente; meus olhos Te contemplam e Tu me atrais, como meu último fim! Está cheio do Teu amor primeiro o meu pobre coração, que por Ti anseia… que o louvor que Te é devido preencha todos os dias da minha vida. Glória a Deus para sempre! Amem!

LEITURA II – Rom 11, 33-36

Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus!
Como são insondáveis os seus desígnios
e incompreensíveis os seus caminhos!
Quem conheceu o pensamento do Senhor?
Quem foi o seu conselheiro?
Quem Lhe deu primeiro,
para que tenha de receber retribuição?
D’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas.
Glória a Deus para sempre. Amem.