17º Domingo do Tempo Comum – Ano C

Leitura do Evangelho de NSJC segundo São Lucas (Lucas 11,1-13)

Ideia principal: Como dialogamos com Deus? Com o Seu exemplo, Jesus mostra aos discípulos como devem falar com Deus, um Pai Bom e cheio de amor, sempre disponível para os que O amam.

– No caminho da Galileia a Jerusalém (cf. Lc 9,51-19,28), mais uma lição de Jesus que visa habilitar os discípulos a continuar, no tempo da Igreja, a missão Mestre. Desta vez, o tema é a oração. Jesus reza! Os discípulos estão impressionados com a forma como Ele se relaciona com Deus. Também eles gostariam de fazer a experiência do Pai Bom… quando Jesus acaba, pedem-Lhe que os ensine a rezar.

– O ensinamento sobre a oração, integra: o Pai Nosso; um convite à insistência, à obstinação (como o amigo importuno…); um apelo à confiança: os discípulos devem colocar-se nas mãos do Pai e confiar n’Ele incondicionalmente, procurando perceber e acolher os projetos que tem para o mundo e para os homens. Assim, a oração será experiência de intimidade, de familiaridade e de comunhão com o Pai Bom.

– “Quando orardes dizei” (v.2). A fórmula de Lucas é mais pequena: apenas 5 petições das 7 de Mateus (Mt 6,9-13). Em várias circunstâncias Jesus terá rezado o Pai Nosso; é natural que, estando escrito apenas no Seu coração, não dissesse sempre as mesmas palavras nem todas as petições. Ou talvez, segundo alguns exegetas, Mateus e Lucas usaram uma fórmula primitiva à qual Lucas, na sua versão, foi mais fiel.

Rezar a Palavra e contemplar o Mistério

Pai Santo, Pai Bom, Pai Justo! Seja santificado o Teu Nome… que todos Te reconheçam e adorem como o Deus único e verdadeiro. Não me trates como eu mereço, mas segundo o Teu Nome, Tu que és sem mudança, desde toda a eternidade: fiel à Aliança, compassivo e rico em misericórdia. Pai Bom, dá-me os bens espirituais para alcançar o Teu Reino; e o pão de cada dia. Bendito e louvado sejas! Amem.

EVANGELHO – Lucas 11,1-13

Naquele tempo, estava Jesus em oração em certo lugar. Ao terminar, disse-Lhe um dos discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João Baptista ensinou também os seus discípulos».
Disse-lhes Jesus: «Quando orardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso reino; dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência; perdoai-nos os nossos pecados, porque também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não nos deixeis cair em tentação’».
Disse-lhes ainda: «Se algum de vós tiver um amigo, poderá ter de ir a sua casa à meia-noite, para lhe dizer: ‘Amigo, empresta-me três pães, porque chegou de viagem um dos meus amigos e não tenho nada para lhe dar’. Ele poderá responder lá de dentro: ‘Não me incomodes; a porta está fechada, eu e os meus filhos estamos deitados e não posso levantar-me para te dar os pães’. Eu vos digo: Se ele não se levantar por ser amigo, ao menos, por causa da sua insistência, levantar-se-á para lhe dar tudo aquilo de que precisa.  Também vos digo: Pedi e dar-se-vos-á; procurai e encontrareis; batei à porta e abrir-se-vos-á. Porque quem pede recebe; quem procura encontra e a quem bate à porta, abrir-se-á. Se um de vós for pai e um filho lhe pedir peixe, em vez de peixe dar-lhe-á uma serpente? E se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á um escorpião? Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem!».