2º Domingo do Advento – Ano A 2025

Leitura do Evangelho de NSJC segundo São Mateus (Mateus 3, 1-12)

Ideia principal: João Baptista deixa um aviso: «Arrependei-vos, porque está perto o reino dos Céus». Só aqueles que aceitam fazer este “caminho de conversão”, farão parte da comunidade do Messias.

– João, um profeta original e independente, surge no final do ano 27, início do ano 28, no atual Qasr El Yahud, um lugarejo situado perto de Jericó, a cerca de dez quilómetros do Mar Morto. A pregação de João atraiu multidões e provocou um certo alvoroço no cenário religioso de Israel. Os tema da sua pregação – o apelo à conversão, o juízo de Deus e a purificação pela água – e o seu estilo de vida, levam muitos a admitir a sua relação com os essénios, uma “seita” judaica instalada em Qumran, nas margens do Mar Morto.

– João faz um anúncio da pessoa e da obra de Jesus: “Aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu”; Jesus batizará também, mas “no Espírito Santo e no fogo” (v.11): o Espírito Santo é o dom que faz entrar o crente na vida nova, e caracteriza o batismo cristão; o fogo alude ao Juízo reservado para a segunda vinda de Jesus, quando “recolher o trigo no celeiro e queimar a palha num fogo que não se apaga” (v.12).

– Os judeus são os primeiros destinatários da mensagem de João, mas os seus privilégios não nos excluem a nós, que não somos “filhos de Abraão”… Teremos, nós também, de preparar os Seus caminhos; é preciso, uma e outra vez, assomar ao portal do Evangelho para nele penetrarmos. O Advento é o tempo oportuno.

Rezar a Palavra e contemplar o Mistério

Senhor Jesus, este Teu primo João, o Batista, interpela pela sua pregação e pelo seu estilo de vida… não, a uma vida voltada para os bens materiais, para as coisas frívolas, para o efémero, para o “ter”.  “Ou sim, ou sopas”… a conversão é um caminho de regresso a Deus, supõe ruturas, não apenas retoques. Jesus, não permitas que, neste Advento, me fique pelos retoques… Maranatha, vem Jesus, vem à minha vida. Amem.

EVANGELHO – Mateus 3, 1-12

Naqueles dias, apareceu João Baptista a pregar no deserto da Judeia, dizendo:
«Arrependei-vos, porque está perto o reino dos Céus». Foi dele que o profeta Isaías falou, ao dizer: «Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas’».
João tinha uma veste tecida com pelos de camelo e uma cintura de cabedal
à volta dos rins. O seu alimento eram gafanhotos e mel silvestre.
Acorria a ele gente de Jerusalém, de toda a Judeia e de toda a região do Jordão;
e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados.
Ao ver muitos fariseus e saduceus que vinham ao seu batismo, disse-lhes:
«Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir?
Praticai ações que se conformem ao arrependimento que manifestais.
Não penseis que basta dizer: ‘Abraão é o nosso pai’, porque eu vos digo:
Deus pode suscitar, destas pedras, filhos de Abraão.
O machado já está posto à raiz das árvores. Por isso, toda a árvore que não dá fruto
será cortada e lançada ao fogo. Eu batizo-vos com água, para vos levar ao arrependimento.
Mas Aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu e não sou digno de levar as suas sandálias. Ele batizar-vos-á no Espírito Santo e no fogo.
Tem a pá na sua mão: há de limpar a eira e recolher o trigo no celeiro.
Mas a palha, queimá-la-á num fogo que não se apaga».